Pra te ver, Belém

Fico te olhando de longe.
A distância não deixa lhe ter.
Percebo a beleza que você esconde.
E não consigo te esquecer.

A chuva que cai e derruba a manga.
Também leva o lixo jogado no chão.
Seria demais pedir um pouco de consciência.
Pra esse povo sem noção.

Como pode uma cidade tão rica.
Possuir gente a te ignorar.
Aqui, do outro lado, não tem praça bonita.
Só gente simples que insiste em se alegrar.

No centro tem shopping, cinema, boate
e até guarda na guarita.
Aqui, moço, tem morte, assalto, estupro
e muita gente esquecida.

Invejo os ribeiros que fazem dos rios, suas ruas.
De seus quintais, suas feiras.
Aqui, quando vem a chuva, crianças se banham nuas.
Esquecendo a miséria, em suas brincadeiras faceiras.

Não tenho mágoa de ti, morena.
Pois por ti, morro de amor.
São apenas palavras guardadas no peito.
De um pernambucano que você adotou.

Por Luiz Sanches

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