Faculdade, até que enfim!

Depois de bater com a cara na porta durante 3 anos tentando ingressar no curso de Ciências da Computação na UFPA (não é fácil trabalhar e estudar, e continuar liso no Brasil), consegui uma bolsa para a faculdade particular IESAM, no curso de Sistemas de Informação, não pude comemorar do jeito que queria, pois tinha perdido uma pessoa muito próxima (Babau, que você continue a bailar pelas nuvens do paraíso, saudades). O bacana do curso é que vi que Ciências da Computação não é pra mim mesmo, meu nível nerd não é tão alto assim🙂.

Na primeira aula de programação achei engraçado estar estudando um assunto que já sabia, mas a professora não perdoava nas provas, que falem a galera que se malocava na biblioteca aos sábados e aos domingos na casa do Nélio para estudar programação (muita onda).

O bacana da instituição é que tinha instalado os sistemas operacionais em Dual Boot (Linux/Windows) nos laboratórios e que a internet só era acessada pelo Linux, em contrapartida os outros utilitários do sistema não eram explorados.

Voltando um pouco no tempo, me lembro de quando estudava no CTC e queria aprofundar meus estudos em programação, veja bem, não tínhamos internet naquele tempo, portanto, íamos para o Centur, Biblioteca da UFPA e livrarias pesquisar. Corríamos atrás. Hoje em dia que a informação está a uns cliques de distância com a internet, o pessoal não tem vontade de pesquisar, o caso é sério mesmo! No tempo em que só existia a tela preta do MS-DOS, não tinha jeito, ou você aprendia ou você aprendia! Tudo tem a sua hora, e não leve a vida tão a sério, senão você pira na batatinha.

Começamos a programar em UAL, um ambiente de programação parecido com C/C++ mas em português, ajudou muita gente a entender programação. O problema foi quando passamos para a linguagem C++. Tínhamos um monitor de programação em, o Alfredo Serrão (Aê cabeludo), o cara é gente fina, não sei se ele tem o cartão daquela loja. Ele nos ajudou a entender melhor os macetes do UAL e C++. Me lembro de uma aula dele que finalmente havia entendido o fluxo do laço for. Houve um dia em que ele não foi dar aula e o Eduardo assumiu o comando e ensinou para mim e o Leomário, a artimanha de transcrever pseudo-códigos para C++, aí foi um abraço. Valeu Edu!

Na biblioteca descobri um livro muito bom do Juliano Niederauer Desenvolvendo Websites com PHP, foi muito bom para me atualizar, pois já tinha lido alguns tutoriais e apostilas na internet, mas nada como folhear um livro. Fiz um curso de PHP/MySQL com o Hugo da UFPA, para reforçar, é sempre bom. Também comprei um livro de PHP-GTK do Pablo Dall’Olgio, muito bom para compreender melhor a infinidade de programas que essas duas tecnologias são capazes de produzir. O melhor dos dois mundos (Web/Desktop).

Nas aulas, via que a galera se engatava no Linux, tentava ajudar da melhor maneira, como a internet é acessada pelo Linux, a maioria das aulas utilizavam alguma ferramenta livre, mas é cada um por si, não gosto muito disso. Comecei a ensinar uns comandos de Linux para alguns colegas, tem um que é o mais perturbado da sala, o Leomário (rsrsrsrs), esse cara vai longe, assimilou muito rápido os comandos e o editor vim, e ele não sabia muita coisa de informática, é verdade mesmo, ele digitava catando milho. Até que chegou a hora dos grupos apresentarem um trabalho para o professor de Metodologias Científicas, qual assunto escolher? Na minha equipe tinha o Gilmar, Leomário, Marcos, Douglas e eu. O assunto mais sinistro que apareceu para votação foi o do Marcos, acho que era sobre cérebro (caraca Bob, huahuahua). Então sugeri Unix e a equipe aprovou, no dia da apresentação só pressão, o Gilmar era o mais nervoso (Fala Sr. Madruga), no mais deu tudo certo. Tanto que no segundo ano utilizamos o mesmo tema para apresentar na VII Semana Acadêmica do IESAM.

Foi no segundo ano que consegui a vaga de monitoria de programação em C++. Compartilhava as manhãs de sábado com a monitora de Fundamentos de Lógica e Matemática Discreta, Josiane, um amor de pessoa, para a galera do 1º ano de Sistemas de Informação. Já tinha lido um bocado sobre configuração do editor VIM, mexendo no arquivo .vimrc comecei uma pesquisa de como compilar programas de dentro do VIM, já que os alunos tem que abrir o Kwrite para digitar seus códigos, e alternarem para o console e digitar: “g++ programa.cpp -o programa”. Tudo bem, temos o Dev-C++ no Windows, mas a internet era acessada pelo Linux para pegar os exercícios e ficava muito chato ficar reiniciando o computador para trocar de sistemas operacionais. Depois de muito sofrimento achei na Internet e no help do VIM uma solução safisfatória. Demonstrei para os alunos os comandos básicos do Linux e o VIM, e como ele ajudava bastante na hora de criar seus programas e compilá-los com apenas um <F5>, na época só em C++ e pronto. Houve até uma aluna que falou: “É mais fácil que o Dev-C++!”.

Agora o melhor dia de aula era a sexta-feira, ia uma vulca para o bar (tem fotos!), ninguém é de ferro. A cada ano que passa na faculdade o consumo de álcool vem diminuindo pra mim, devido a falta de tempo, isso é preocupante😛

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