Aprender, aprender e aprender!

Uma vez pedi para o Kleber gravar um cd-rom de uma distribuição que rodava direto do cd, uma tal de Kurumin, na época era impressionante ver o funcionamento do sistema.

Me dividindo em programação e ministrar aulas, em 2004 o Ordácio me falou de uma escola que estava ensinando Linux, convidei o resto da galera pra fazer um pacotão, no final só sobrou eu e o Bené, que estávamos trabalhando na mesma escola, mesmo assim fomos estudar Linux aos domingos, era o único dia disponível, era muito trampo na escola. Pensei que o que tinha lido sobre Linux me serviria, mas estava enganado, a prática é totalmente diferente. Começamos a estudar o Conectiva Linux 9, acho que Bené não agüentou tantos comandos para serem decorados e vazou😦 . Fiquei só eu fazendo os outros módulos, já era viciado em MS-DOS e alguns comandos eram similares, ficando fácil a memorização. Mas na maioria das vezes eram coisas novas para uma mente já acostumada com janelas, botões, cliques e arrastos de mouse.

Foi exatamente no dia 09 de outubro de 2004 (ei, não decorei a data, não sou tão maluco assim, fui pesquisar no meu caderno, hehehe), no módulo ADMIN I, que o professor Alexandre Viana apresentou para a turma um editor de textos com um nome estranho “VI” e o modo de usá-lo mais ainda. Já não bastavam os comandos enigmáticos para aprender, tinha mais uma cartilha só para um editor de textos. Foi roça decorar.

vim-editor_logo

Agora não adiantava nada aprender e não praticar, na escola onde trabalhava não podia formatar nenhuma máquina e em casa a carroça que eu pilotava não ia agüentar, mesmo também, eu ainda não sabia instalar o Linux em outra partição para conviver com o Windows. Comecei minha busca (do tempo do cadê?) por um Linux que pudesse ser instalado dentro do Windows, numa dessas andanças encontrei o site de um cara chamado Aurélio, lá tinha um bando de tutoriais e artigos sobre ferramentas livres, tudo de uma forma bem divertida cativando ainda mais a leitura. Ele falava sobre uma versão chamada CYGWIN, como tínhamos montado a rede local da escola, e o coordenador era um cara gente boa (o Bené) tinha uma certa liberdade para baixar programas e testá-los em horários vagos. Daí já dava para testar os comandos que aprendia, dava até pra instalar o KDE e postgresql. O estudo não parou no CYGWIN, pois o site do Aurélio tinha uma seção só de VIM, aí foi um abraço. Também tinha os relatos dele sobre um Fórum Internacional de Software Livre, que me passou uma visão de um evento sem “frescuras”, com todo mundo vestido à vontade, falando do que gosta e acima de tudo por prazer.

Foi em uma noite, visitando o site da escola onde eu estudava Linux, que vi o anúncio de um Fórum Paraense de Software Livre, já na 3ª edição. Fiz minha inscrição na hora, no dia seguinte. Não conhecia ninguém de Belém por lá, ainda não tinha entrado no mundo acadêmico. Me lembro das palestras do Rubens Queiroz – UNICAMP e Hélio de Castro – KDE, que já havia lido sobre eles. Também me recordo da palestra do Marcelio Leal, Ézyo Lamarca e Antônio Fonseca, ainda desconhecidos por mim. Já havia participado de várias SEPAI, mas só para ver novidades tecnológicas e passear com o pessoal, mas nunca tinha recebido tanta informação em apenas dois dias, além de ver “ao vivo” pessoas que admirava pelos seus trabalhos realizados.

Quando estava usando o saudoso Conectiva Linux 10, procurei algumas informações para atualizar meu pc e em algumas listas as pessoas me perguntavam porque eu não instalava o Slackware na minha máquina, para conhecer melhor o Linux. Aquilo fica martelando na minha cabeça até que comecei a procurar pela distro em banca de revista, até que achei em uma na frente da Praça da República, não me lembro o período. Daí pra frente foi muita ralação tentando entender essa distro que envolve hard users de todo mundo. Uso Slackware porque ela me dá liberdade de uso.

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