Arquivo da categoria ‘pessoal’
Bem antes de 2001
Apresentação realizada no encontro #tasafoemacao, auditório Benedito Nunes, livraria Saraiva, Shopping Boulevard, dia 20 de Março de 2012. Belém – Pará.
Enquete
PHP, Java, V FPSL e TA SAFO!
Começamos o 2º ano na faculdade com a árdua tarefa de aprender Programação Orientada à Objetos com Java, novamente surgiu a necessidade de adaptar o meu .vimrc para compilar em java, mas havia um pequeno problema, como detectar quando o arquivo for C++ ou Java. Daí encontrei no .vimrc do Aurélio a linha “au BufNewFile,BufRead *.cpp”, que significa auto comando para quando criar ou abrir um arquivo do tipo .cpp, no caso, podemos executar comandos. Aí foi só adaptar de g++ para javac e outras “cocitas mais“.
Em maio de 2007 comecei o meu estágio como Desenvolvedor Web na COHAB-PA, tempo de rever meu “htmlês” e “phpês”. Me adiantei logo e comprei o livro de Ajax e PHP do Juliano Niederauer. Foi muito firme aprender PHP Orientado à Objeto, Javascript, Ajax, CSS e várias ferramentas de desenvolvimento e gerenciamento de Banco de Dados. Valeu Alfredo e Fábio pela paciência
Nesse mesmo tempo, o Marcelio lançou nas listas do Linux d’Égua e PHP Pai d’Égua que estavam abertas submissões de palestras para o V Fórum Paraense de Software Livre. Preparei um resumo do que eu sabia sobre VIM e mandei a proposta da palestra/tutorial: “Editando textos com o poderoso VIM”. Nesse meio tempo surgiu uma idéia de falarem sobre distribuições Linux no Fórum. Conheci o Marcelo Andrade do SERPRO regional Belém devido a idéia de falarmos sobre o Slackware no Fórum. Marcamos umas duas conversas no IESAM e trocamos algumas dúvidas por e-mail, mandamos a proposta e ela foi aprovada. Montei uns slides toscos e o Marcelo deu uma “guaribada” legal. No dia do tutorial de VIM contei com a presença dos meus amigos da faculdade Eduardo Lieutier (será que acertei dessa vez?) e o Hector “Bonilha” (não é aquele cara do Chaves) e mais alguns presentes. O bacana foi ver o professor de PHP, o Hugo, participando da palestra.
Ainda na palestra do Karlisson Bezerra sobre padrões web, eu e o Marcelo estávamos revisando a apresentação, quando ouvi ele falando do Firebug, um plugin do Firefox para depuração de código, essa foi a dica do dia. A apresentação sobre Slackware foi uma beleza, falamos do histórico da distribuição, características e funcionalidades, só faltou o Piter Punk estar presente.
Foi nesse Fórum que conheci a galera, fora de série, do 3º ano de Sistemas do IESAM, o Luciano, Marília, Edilana, “Bebê” e o Cris, foram 3 dias muito proveitosos. O Luciano se apaixonou pela Sulamita Garcia, e quem não se apaixona? Êta coração bandido.
O V Fórum se foi, mas os amigos que fiz e o conhecimento que adquiri, não
![]() |
| V Fórum Paraense de Software Livre |
Na VII Semana Acadêmica do IESAM foi criado um grupo chamado SAFO (desenvolvimento de Software Ágil, Fácil e Organizado). Depois do Fórum Paraense conversamos com a Profª Silvana Rossy sobre a criação de um evento de Software Livre promovido pelo grupo. Só que faltava para o grupo uma logomarca e algumas pessoas começaram a chamar de “os safos” para os integrantes do grupo, achamos que ficou muito pretencioso. A Profª Silvana sugeriu em adicionarmos o termo de tecnologias abertas ao nome do grupo. Várias sugestões foram enviadas para a lista, mas o nome já estava pegando. Pesquisei no dicionário paraense e encontrei o termo “Tá Safo”, que deriva da gíria dos marinheiros que quer dizer “Tá beleza”, e utilizamos bastante este termo para dizer que está tudo ok. Depois de algumas reuniões foi estipulado que o nome do grupo seria adaptado para TÁ SAFO! (Tecnologias Abertas com Software Ágil, Fácil e Organizado). Faltava a logomarca.
Neste meio tempo promovemos em junho a “semana do esquenta” onde fizemos algumas apresentações e treinamentos relâmpagos para os participantes do grupo. Entre várias, apresentei a palestra “Linux – Só por prazer”, onde contei um pouco da história do Linux.
Mais uma votação foi aberta para eleger a logomarca. Na maioria das vezes que afirmamos alguma coisa, fazemos isso com a mão empunhada e o polegar levantado, tirei uma foto da mão do meu primo Fabrício, meu outro primo, Fernando, desenhou uma mão estilizada fazendo o sinal de TÁ SAFO. Depois de algumas votações foi aceita a logo do grupo. Agora faltava organizar o evento.
Foi uma correria danada que resultou em um evento paralelo da Semana do Empreendedor, que se chamou Empreendedorismo com Software Livre. Convidamos vários profissionais e estudantes para palestrarem e ministrar minicursos. Inovamos colocando um stand do o grupo para inscrição de minicursos, sorteio de cd’s, venda de camisas e refri. Colocando na balança o evento foi positivo, pois obtivemos experiência, sentimos na pele como dá trabalho realizar um evento, independente do tamanho dele. Descontração era o lema, o Calex pegou um megafone e saiu fazendo propaganda do grupo, o CID (Henrique) levou uma busina que barulhava pra caramba nos stands. Todos que participaram da organização e do evento estão de parabéns! Demos até uma entrevista para o pessoal do curso de comunicação, Tá Safo na mídia
.
![]() |
| V Feira do Empreendedor (Com Software Livre) |
Faculdade, até que enfim!
Depois de bater com a cara na porta durante 3 anos tentando ingressar no curso de Ciências da Computação na UFPA (não é fácil trabalhar e estudar, e continuar liso no Brasil), consegui uma bolsa para a faculdade particular IESAM, no curso de Sistemas de Informação, não pude comemorar do jeito que queria, pois tinha perdido uma pessoa muito próxima (Babau, que você continue a bailar pelas nuvens do paraíso, saudades). O bacana do curso é que vi que Ciências da Computação não é pra mim mesmo, meu nível nerd não é tão alto assim
.
Na primeira aula de programação achei engraçado estar estudando um assunto que já sabia, mas a professora não perdoava nas provas, que falem a galera que se malocava na biblioteca aos sábados e aos domingos na casa do Nélio para estudar programação (muita onda).
O bacana da instituição é que tinha instalado os sistemas operacionais em Dual Boot (Linux/Windows) nos laboratórios e que a internet só era acessada pelo Linux, em contrapartida os outros utilitários do sistema não eram explorados.
Voltando um pouco no tempo, me lembro de quando estudava no CTC e queria aprofundar meus estudos em programação, veja bem, não tínhamos internet naquele tempo, portanto, íamos para o Centur, Biblioteca da UFPA e livrarias pesquisar. Corríamos atrás. Hoje em dia que a informação está a uns cliques de distância com a internet, o pessoal não tem vontade de pesquisar, o caso é sério mesmo! No tempo em que só existia a tela preta do MS-DOS, não tinha jeito, ou você aprendia ou você aprendia! Tudo tem a sua hora, e não leve a vida tão a sério, senão você pira na batatinha.
Começamos a programar em UAL, um ambiente de programação parecido com C/C++ mas em português, ajudou muita gente a entender programação. O problema foi quando passamos para a linguagem C++. Tínhamos um monitor de programação em, o Alfredo Serrão (Aê cabeludo), o cara é gente fina, não sei se ele tem o cartão daquela loja. Ele nos ajudou a entender melhor os macetes do UAL e C++. Me lembro de uma aula dele que finalmente havia entendido o fluxo do laço for. Houve um dia em que ele não foi dar aula e o Eduardo assumiu o comando e ensinou para mim e o Leomário, a artimanha de transcrever pseudo-códigos para C++, aí foi um abraço. Valeu Edu!
Na biblioteca descobri um livro muito bom do Juliano Niederauer Desenvolvendo Websites com PHP, foi muito bom para me atualizar, pois já tinha lido alguns tutoriais e apostilas na internet, mas nada como folhear um livro. Fiz um curso de PHP/MySQL com o Hugo da UFPA, para reforçar, é sempre bom. Também comprei um livro de PHP-GTK do Pablo Dall’Olgio, muito bom para compreender melhor a infinidade de programas que essas duas tecnologias são capazes de produzir. O melhor dos dois mundos (Web/Desktop).
Nas aulas, via que a galera se engatava no Linux, tentava ajudar da melhor maneira, como a internet é acessada pelo Linux, a maioria das aulas utilizavam alguma ferramenta livre, mas é cada um por si, não gosto muito disso. Comecei a ensinar uns comandos de Linux para alguns colegas, tem um que é o mais perturbado da sala, o Leomário (rrrrrrr), esse cara vai longe, assimilou muito rápido os comandos e o editor vim, e ele não sabia muita coisa de informática, é verdade mesmo, ele digitava catando milho. Até que chegou a hora dos grupos apresentarem um trabalho para o professor de Metodologias Científicas, qual assunto escolher? Na minha equipe tinha o Gilmar, Leomário, Marcos, Douglas e eu. O assunto mais sinistro que apareceu para votação foi o do Marcos, acho que era sobre cérebro (caraca Bob, huahuahua). Então sugeri Unix e a equipe aprovou, no dia da apresentação só pressão, o Gilmar era o mais nervoso (Fala Sr. Madruga), no mais deu tudo certo. Tanto que no segundo ano utilizamos o mesmo tema para apresentar na VII Semana Acadêmica do IESAM.
Foi no segundo ano que consegui a vaga de monitoria de programação em C++. Compartilhava as manhãs de sábado com a monitora de Fundamentos de Lógica e Matemática Discreta, Josiane, um amor de pessoa, para a galera do 1º ano de Sistemas de Informação. Já tinha lido um bocado sobre configuração do editor VIM, mexendo no arquivo .vimrc comecei uma pesquisa de como compilar programas de dentro do VIM, já que os alunos tem que abrir o Kwrite para digitar seus códigos, e alternarem para o console e digitar: “g++ programa.cpp -o programa”. Tudo bem, temos o Dev-C++ no Windows, mas a internet era acessada pelo Linux para pegar os exercícios e ficava muito chato ficar reiniciando o computador para trocar de sistemas operacionais. Depois de muito sofrimento achei na Internet e no help do VIM uma solução safisfatória. Demonstrei para os alunos os comandos básicos do Linux e o VIM, e como ele ajudava bastante na hora de criar seus programas e compilá-los com apenas um <F5>, na época só em C++ e pronto. Houve até uma aluna que falou: “É mais fácil que o Dev-C++!”.
Agora o melhor dia de aula era a sexta-feira, ia uma vulca para o bar (tem fotos!), ninguém é de ferro. A cada ano que passa na faculdade o consumo de álcool vem diminuindo pra mim, devido a falta de tempo, isso é preocupante
Aprender, aprender e aprender!
Uma vez pedi para o Kleber gravar um cd-rom de uma distribuição que rodava direto do cd, uma tal de Kurumin, na época era impressionante ver o funcionamento do sistema.
Me dividindo em programação e ministrar aulas, em 2004 o Ordácio me falou de uma escola que estava ensinando Linux, convidei o resto da galera pra fazer um pacotão, no final só sobrou eu e o Bené, que estávamos trabalhando na mesma escola, mesmo assim fomos estudar Linux aos domingos, era o único dia disponível, era muito trampo na escola. Pensei que o que tinha lido sobre Linux me serviria, mas estava enganado, a prática é totalmente diferente. Começamos a estudar o Conectiva Linux 9, acho que Bené não agüentou tantos comandos para serem decorados e vazou
. Fiquei só eu fazendo os outros módulos, já era viciado em MS-DOS e alguns comandos eram similares, ficando fácil a memorização. Mas na maioria das vezes eram coisas novas para uma mente já acostumada com janelas, botões, cliques e arrastos de mouse.
Foi exatamente no dia 09 de outubro de 2004 (ei, não decorei a data, não sou tão maluco assim, fui pesquisar no meu caderno, hehehe), no módulo ADMIN I, que o professor Alexandre Viana apresentou para a turma um editor de textos com um nome estranho “VI” e o modo de usá-lo mais ainda. Já não bastavam os comandos enigmáticos para aprender, tinha mais uma cartilha só para um editor de textos. Foi roça decorar.
Agora não adiantava nada aprender e não praticar, na escola onde trabalhava não podia formatar nenhuma máquina e em casa a carroça que eu pilotava não ia agüentar, mesmo também, eu ainda não sabia instalar o Linux em outra partição para conviver com o Windows. Comecei minha busca (do tempo do cadê?) por um Linux que pudesse ser instalado dentro do Windows, numa dessas andanças encontrei o site de um cara chamado Aurélio, lá tinha um bando de tutoriais e artigos sobre ferramentas livres, tudo de uma forma bem divertida cativando ainda mais a leitura. Ele falava sobre uma versão chamada CYGWIN, como tínhamos montado a rede local da escola, e o coordenador era um cara gente boa (o Bené) tinha uma certa liberdade para baixar programas e testá-los em horários vagos. Daí já dava para testar os comandos que aprendia, dava até pra instalar o KDE e postgresql. O estudo não parou no CYGWIN, pois o site do Aurélio tinha uma seção só de VIM, aí foi um abraço. Também tinha os relatos dele sobre um Fórum Internacional de Software Livre, que me passou uma visão de um evento sem “frescuras”, com todo mundo vestido à vontade, falando do que gosta e acima de tudo por prazer.
Foi em uma noite, visitando o site da escola onde eu estudava Linux, que vi o anúncio de um Fórum Paraense de Software Livre, já na 3ª edição. Fiz minha inscrição na hora, no dia seguinte. Não conhecia ninguém de Belém por lá, ainda não tinha entrado no mundo acadêmico. Me lembro das palestras do Rubens Queiroz – UNICAMP e Hélio de Castro – KDE, que já havia lido sobre eles. Também me recordo da palestra do Marcelio Leal, Ézyo Lamarca e Antônio Fonseca, ainda desconhecidos por mim. Já havia participado de várias SEPAI, mas só para ver novidades tecnológicas e passear com o pessoal, mas nunca tinha recebido tanta informação em apenas dois dias, além de ver “ao vivo” pessoas que admirava pelos seus trabalhos realizados.
Quando estava usando o saudoso Conectiva Linux 10, procurei algumas informações para atualizar meu pc e em algumas listas as pessoas me perguntavam porque eu não instalava o Slackware na minha máquina, para conhecer melhor o Linux. Aquilo fica martelando na minha cabeça até que comecei a procurar pela distro em banca de revista, até que achei em uma na frente da Praça da República, não me lembro o período. Daí pra frente foi muita ralação tentando entender essa distro que envolve hard users de todo mundo. Uso Slackware porque ela me dá liberdade de uso.









